Moda, livros e rock 'n roll

Obsessão por Retrô. janeiro 21, 2012

Filed under: Uncategorized — Mariana Watanabe @ 5:41 am
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Bom, eu acho que a essa altura da vida você sabe o que é retrô, certo?

E se você não sabe, meu bem, o nome já diz: é aquilo que é referente a algo do passado. Então, quando falam para você de década de 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80 e 90: Tudo isso é retrô. Então, não me venha pensar que só coisa cinqüentinha, sessentinha é retrô, certo?

Eu, particularmente, tenho afeição muito grande por algumas dessas décadas em especial, os anos 80, vocês já devem saber,porque falei deles aqui, mas além deles amo os anos 50, os anos 60 e os anos 90. E aí você me pergunta:

“Mas, Mariana, sua doidona, como você faz para juntar tudo isso e não parecer que saiu do brechó?”

Calma, queridão, muita calma nessa hora:

1. Você não precisa juntar tudo;

2. Você não precisa sair caracterizado;

3. Referências \o/.

Um pecado muito comum (e entenda que isso é minha opinião) é as pessoas acharem que tem que fazer um look todo sessenta porque gostam de 60, todo 80 porque gostam de 80. Na boa, ninguém quer isso a não ser para festas características. E aí eu consigo puxar o lance da referência, porque é bem isso: você pode começar a separar o que te inspira nessas décadas e transpor isso para a sua roupa, para a sua maquiagem, para aquele topete, para aquele acessório.

Uma boa é montar um quadro de inspirações. Para te dar chão mesmo: pense em coisas que você gostaria de transpor para seu estilo, procure referências. Pense, por exemplo, em proporção, em cores, detalhes, enfim, aquilo que te puxa e que te faz ter vontade de montar um look com aquilo.

Eu, por exemplo, tenho um quadro de inspirações na minha casa em Assis, lá tem sneakers, delineadores, sombras azuis, saias com babados, camisetas estampadas, jeans, camisa xadrez, algumas cores. E quem me conhece pessoalmente sabe que isso é bem o básico daquilo que compõe meu estilo.

Vale lembrar que pensar em estilo não é fácil: o seu estilo não surge assim do nada, ninguém nasce se vestindo bem, é uma construção que leva anos, que vai te fazer escorregar algumas vezes e acertar tantas outras. O mais importante é não ter medo de errar, porque é bem isso: não tem como acertar sempre. E de vez em quando mandar um foda-se para aquelas regras que a gente cria para si e experimentar coisas diferentes pode ser bem interessante e revelador. 🙂

 

Os anos oitenta foram realmente brega? agosto 2, 2011

Filed under: Uncategorized — Mariana Watanabe @ 3:47 pm
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Sempre fui apaixonada pela moda dos anos 80, fosse pela “explosão” de cores, pelas proporções diferentes, pelo exagero em acessórios e misturas, pela maneira com que roupa parecia muito mais diversão naqueles tempos.

Acontece que, toda vez que a gente vai a festas bregas, a gente dá de cara com um monte de gente caricaturada de 80’s teenagers. E isso sempre me doeu, porque eu não acho os anos oitenta brega, mas corajoso e divertido de um jeito que a gente não se permite ser.

Vejam bem: Não estou dizendo para que a gente saia de blazer com ombreiras gigantes, polainas rosa-shocking (usando uma nomenclatura bem adequada para a época de que falo) e legging laranja. Não é isso. Mas, sim, que a gente se permita ousar (nas suas devidas proporções, pelo amor de Deus), cotidianamente, como se ousava nos anos 80.

Escolhi um dos filmes oitentistas que mais gosto para falar do quando podemos trazer essa época para a nossa vida. E, na verdade, vocês vão ver que a gente já tá cheio de oitentismo nas araras de várias lojas por aí, é só tirar do cabide e colocar no corpo.

Bom, o filme que escolhi foi “A garota de rosa-shocking” e escolhi a Andie, a personagem principal, porque ela usa coisas que a gente usa.

Agora, pega a minha mão e vamos à nossa viagem ao passado.

Olha só, a Andie usando óculos Wayfarer, blazerzinho mais masculino e brinquinhos delicados. Veja bem: ela foi boyish há 25 anos, minha gente. Adoro essa coisa de brincar com uma androginia mais velada que tem (res)surgido nos últimos tempos, de se jogar no masculino e colocar alguma coisinha delicada ou mesmo o contrário, ser super feminina e colocar um ponto masculino para brincar.

Tá aí: 1986 é super atual. 🙂

Esqueçamos que tá tudo na mesma montação. Vamos falar dos elementos separados:

Na parte de cima, a Andie tá usando sobreposição de várias peças. Aquela idéia de se vestir em camadas, para deixar a roupa mais rica e interessante.

Ela também usa vários colares ao mesmo tempo, o que é super, super atual.

Saia midi é uma graça, coisa fina e… hmmm… uma galera tá usando por aí.

Meia-calça estampada, que é lindo, ousado e super fácil de encontrar. É só passar nas Marisas, Riachuelos, C&A, Renner, que a gente encontra um monte, bem bem bonitinhas.

E botinha branca dobrada. Meus olhos lacrimejam sangue de tanta lindeza que é isso.

Cardigan bordado, camisa de renda, legging florida. Andie, você poderia até ser uma blogueira, se existisse isso nos anos 80. Aposto que ia ser considerada it-girl, sua linda.

E eu tenho mais uma porção de fotos aqui, que tem colete de renda, golinha de boneca, mais cardigan estampado, saia midi e florida e muito mais. E eu poderia passar o dia falando disso, tentando mostrar para vocês que 1986 tá aí nas araras das fast-fashion dos nossos anos 2011. E é só se jogar para se vestir com mais brincadeira, com  mais diversão e não tanta obrigação de fazer carão e estar impecável.

E uma menção honrosa, já que estamos falando de “Pretty in Pink”, o amiguinho da Andie, do qual esqueci o nome, merece ser lembrado:

É bem isso: moda é brinquedo, é expressão de nossas diferenças e tem sido tão cansativo ver tanta gente se vestindo do mesmo jeito. O que estou tentando dizer é: sejamos um pouquinho mais oitentistas, no sentido de não ter medo de errar, de não ter medo de arriscar.

Errar, em moda, é relativo demais. E brega mesmo é a gente ficar escravo de um monte de regras, que nos imobilizam criativamente.