Moda, livros e rock 'n roll

Fugindo do Óbvio. janeiro 27, 2012

Filed under: Uncategorized — Mariana Watanabe @ 3:54 am
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Comprei aquele livro bem bonitinho que chama “A Parisiense”. Ele é um guia de estilo, cheio de regrinhas, mas Ines, a autora, diz uma coisa várias vezes que acho que é a regra mais importante de um guia de estilo: a idéia que essas regras existem, mas que podem e devem ser quebradas.

Uma das partes mais legais desse livro é uma em que a autora cita 10 idéias para fugir do óbvio. Pensei, inicialmente, em fazer um post com fotos de inspiração dentro do que está no livro, mas olhando bem as dicas que estão no livro e pensando naquilo que faço cotidianamente para adicionar alguma diferença nos looks, a idéia fica basicamente em misturar roupas e materiais que são quase que impensáveis conjuntamente.

Isso porque, se a gente pára para pensar, acaba percebendo que sair do óbvio nada mais é do que ousar. E não adianta muito pensar que para ousar você precisa necessariamente fazer isso, isso ou aquilo, porque não dá para se arriscar com manuais para não errar. Acho que uma coisa é dar idéias de como sair do todo-dia-ela-faz-tudo-sempre-igual, mas ao se prender a essas possibilidades como se fossem manuais você não vai estar ousando. Entende? Só vai estar trabalhando com outro referencial do óbvio.

O que eu digo para você se quiser experimentar é escolher aquelas roupas que você tem e que nunca imaginou juntas, aquelas peças que são diferentes em conceito: o chique e o despojado, o tule e a camiseta, o jeans e a sandália arrumada, aquela sombra que você acha que só rola de usar à noite, a camiseta de banda e a saia longa de hippie. E aí você começa a pensar maneiras de usar isso de outras formas: é trabalhar com o não-costume.

Mas não pense que você vai começar sabendo tudo e sendo um arraso, por favor: esse seria um primeiro caminho para se decepcionar e achar que não tem talento para se vestir. Vovó já dizia que é errando que se aprende e, nesse caso, isso faz todo o sentido.

 

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Obsessão por Retrô. janeiro 21, 2012

Filed under: Uncategorized — Mariana Watanabe @ 5:41 am
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Bom, eu acho que a essa altura da vida você sabe o que é retrô, certo?

E se você não sabe, meu bem, o nome já diz: é aquilo que é referente a algo do passado. Então, quando falam para você de década de 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80 e 90: Tudo isso é retrô. Então, não me venha pensar que só coisa cinqüentinha, sessentinha é retrô, certo?

Eu, particularmente, tenho afeição muito grande por algumas dessas décadas em especial, os anos 80, vocês já devem saber,porque falei deles aqui, mas além deles amo os anos 50, os anos 60 e os anos 90. E aí você me pergunta:

“Mas, Mariana, sua doidona, como você faz para juntar tudo isso e não parecer que saiu do brechó?”

Calma, queridão, muita calma nessa hora:

1. Você não precisa juntar tudo;

2. Você não precisa sair caracterizado;

3. Referências \o/.

Um pecado muito comum (e entenda que isso é minha opinião) é as pessoas acharem que tem que fazer um look todo sessenta porque gostam de 60, todo 80 porque gostam de 80. Na boa, ninguém quer isso a não ser para festas características. E aí eu consigo puxar o lance da referência, porque é bem isso: você pode começar a separar o que te inspira nessas décadas e transpor isso para a sua roupa, para a sua maquiagem, para aquele topete, para aquele acessório.

Uma boa é montar um quadro de inspirações. Para te dar chão mesmo: pense em coisas que você gostaria de transpor para seu estilo, procure referências. Pense, por exemplo, em proporção, em cores, detalhes, enfim, aquilo que te puxa e que te faz ter vontade de montar um look com aquilo.

Eu, por exemplo, tenho um quadro de inspirações na minha casa em Assis, lá tem sneakers, delineadores, sombras azuis, saias com babados, camisetas estampadas, jeans, camisa xadrez, algumas cores. E quem me conhece pessoalmente sabe que isso é bem o básico daquilo que compõe meu estilo.

Vale lembrar que pensar em estilo não é fácil: o seu estilo não surge assim do nada, ninguém nasce se vestindo bem, é uma construção que leva anos, que vai te fazer escorregar algumas vezes e acertar tantas outras. O mais importante é não ter medo de errar, porque é bem isso: não tem como acertar sempre. E de vez em quando mandar um foda-se para aquelas regras que a gente cria para si e experimentar coisas diferentes pode ser bem interessante e revelador. 🙂